Dá para começar a treinar e comer melhor por conta própria: mais proteína, mais comida de verdade, refeições mais regulares. Para muita gente isso basta por um bom tempo. Mas existem situações em que tentar sozinho custa caro, em saúde ou em meses perdidos. Este texto ajuda a reconhecer essas situações e a chegar na consulta preparado.
Quem pode prescrever uma dieta
No Brasil, a prescrição de plano alimentar é atividade do nutricionista, definida na Lei 8.234 de 1991. Treinador, influenciador e aplicativo podem dar orientação geral, como a deste blog. Um plano feito para o seu corpo, sua rotina e seus exames é trabalho de nutricionista.
Situações em que vale procurar
Você tem alguma condição de saúde
Diabetes, hipertensão, colesterol alto, doença renal, problemas de tireoide ou intestinais mudam o que faz sentido comer. Aumentar proteína, cortar carboidrato ou fazer jejum sem considerar o quadro pode atrapalhar o tratamento.
Gestação, amamentação ou uso de medicamentos
Necessidades mudam bastante nessas fases. O mesmo vale para quem usa remédios que alteram apetite, peso ou absorção de nutrientes.
Sua relação com a comida pesa
Se contar calorias gera ansiedade, se você alterna restrição e exagero ou se já teve algum transtorno alimentar, um plano genérico da internet tende a piorar o ciclo. Esse é um dos casos em que acompanhamento faz mais diferença.
Você está travado há meses
Treinando com constância, registrando o que come e mesmo assim sem mudança na média do peso, nas medidas ou na carga por dois ou três meses? Um olhar de fora costuma encontrar o que está escapando.
Você mudou muito a alimentação
Virar vegetariano ou vegano, cortar um grupo inteiro de alimentos ou começar a treinar para uma prova longa são mudanças que pedem planejamento para não faltar nutriente.
O que levar para a primeira consulta
A consulta rende mais quando o profissional não precisa adivinhar sua rotina.
- Registro alimentar de alguns dias, incluindo um dia de fim de semana. Pode ser foto do prato ou anotação simples.
- Rotina de treino: dias, horários e tipo de treino.
- Exames recentes, se tiver.
- Medicamentos e suplementos que você usa.
- Histórico de peso e medidas, mesmo que aproximado.
- O que você já tentou e por que parou.
O que esperar do acompanhamento
Um bom acompanhamento não termina na entrega do plano. Ele inclui retornos para ajustar o que não funcionou na prática, revisão das medidas ao longo do tempo e espaço para dizer que a refeição das 16h nunca acontece. Plano que não cabe na rotina não funciona, por mais correto que seja no papel.
Desconfie de quem promete resultado garantido em prazo curto, vende o plano junto com uma lista longa de suplementos ou ignora seus exames e seu histórico.
Seus dados na mesa do profissional
Grande parte do acompanhamento depende do que acontece entre uma consulta e outra. Se o seu nutricionista atende pelo FitFolio, você pode se vincular a ele pelo app e decidir quais dados compartilhar com ele. Na consulta, a conversa começa pelo que aconteceu de fato, e não pelo que deu para lembrar.
Este conteúdo é educativo e não substitui orientação de um nutricionista.



